Desde que os primeiros times de futebol surgiram na Inglaterra em 1857, a decisão está dentro de campo. No Brasil a primeira equipe surgiu em 1888, e durante anos as maiores torcidas do Brasil torceram pelo replay infinito do gol de Carlos Alberto Torres na Copa de 1970. Que sorte a nossa de viver esse momento. As redes sociais trouxeram para a realidade a oportunidade de comemorar centenas de vezes aquele gol da vitória, ou aquele passe inacreditável. A chance de ter o jogo na palma da mão mudaram o ritmo em campo, além da distribuição da equipe. Além disso, estabeleceram uma relação de proximidade entre o time e o torcedor.
Da rádio à timeline: a evolução da arquibancada
A tecnologia revolucionou centenas de atividades do ser humano. Entre elas, a forma de consumir entretenimento. Antes da popularização das redes sociais, a principal conexão entre torcida e equipe era por meio das transmissões de televisão ou rádio. O mesmo gol que hoje pode ser visto a qualquer hora do dia, foi celebrado em tempo real. A repercussão dependia ainda da impressão dos saudosos jornais impressos dos próximos dias. Anos mais tarde, na conquista do penta, a internet já dava seus primeiros passos.
Ronaldo brilhou aos 22 minutos do segundo tempo com assistência de Rivaldo. Minutos depois, Kléberson e Rivaldo levaram o Fenômeno a marcar o segundo gol, aos 34 minutos. Os lances puderam ser vistos com mais clareza, uma, duas, três, dez vezes. Esse era o primeiro sinal de que a arquibancada transcende as barreiras do estádio e hoje pode ser carregada dentro do bolso. E os lances podem ser analisados centenas de vezes. O torcedor não é apenas mais um no meio da multidão esperando pela vitória, ele se tornou comentarista, juíz e até mesmo um grande protagonista numa narrativa inesquecível marcada por lances únicos.
O crescimento do engajamento digital também influenciou setores relacionados, incluindo jogos e apostas online. Nesses setores, promoções como bônus de cassino são frequentemente divulgadas por meio de campanhas em mídias sociais e parcerias com criadores de conteúdo esportivo.
Engajamento é o novo passe de bola
O fato é que no meio digital não basta apenas ter o maior índice de posse da bola, é preciso tornar isso interessante para que seja convertido em engajamento. Por isso, as redes sociais trazem muito mais do que pode ser visto a olho nu pela televisão. Elas fazem análises em tempo real do desempenho dos times e seus jogadores de forma individual. Além de trazer informações exclusivas dos bastidores e até mesmo entrevistas exclusivas, e muito mais.
Todo esse mix de informação de qualidade se tornou um mercado paralelo, onde o que manda é o entretenimento digital. Os criadores de conteúdo tem total autonomia para abordar os quatro cantos do jogo, assim nenhum lance é perdido.
Para se ter uma ideia do alcance da internet, dados da FIFA comprovam que a Copa de 2022 foi um dos grandes recordes de audiência. O dramático 3×3 da Argentina e da França contou com mais de 1,42 bilhão de pessoas assistindo simultaneamente. Ao final da competição foram feitas métricas de audiência e os dados surpreenderam. Enquanto a televisão tradicional somou 2,9 bilhões de telespectadores únicos, a internet chegou a 2,7 bilhões.
A internet não apenas deu mais emoção para os principais torneios de bola ao redor do mundo, mas também democratizou o acesso às partidas.
O segundo tempo acontece no feed
Outro movimento gigantesco que marca o futebol nas redes sociais, é a continuação do jogo depois dos 90 minutos. A partida não termina mais no apito final, pois os lances são repetidos, comentados e analisados por muitos dias depois do fim da partida. Mais uma vez a final de 2022 pode ser usada como referência já que os comentários acerca da acirrada disputa entre Argentina e França se prolongaram por dias.
Os dias seguintes após a vitória dos hermanos por 4×2 nos pênaltis resultaram em muito conteúdo, memes, análises de desempenho, das táticas, discussões sobre os erros e acertos da arbitragem e, claro, as atuações individuais. Um segundo tempo infinito, por assim dizer.
Torcida global: do Maracanã para o mundo
E esse movimento não se limita apenas aos jogos da Copa, cada partida de futebol é um espetáculo à parte nesse universo. E isso fez com que qualquer partida no Brasil pudesse ser “internacionalizada”. Clubes que não tinham tanto destaque, agora possuem torcedores do outro lado do mundo.
No Brasil, a transmissão de jogos via internet teve início no fim dos anos 90, mas ganhou força mesmo a partir de 2007 quando portais começaram a transmitir sinais exclusivos de exibição. Uma grande inovação para a época.
O apito final marca uma relação mais intensa
As redes sociais transformaram, sem dúvida, a relação do torcedor com o futebol. Hoje qualquer torcedor é um agente ativo da própria experiência, ele pode comentar, criticar, fazer análises, estudos e claro compartilhar cada lance. A paixão é a mesma, o que mudou mesmo, foi a conexão individual com o esporte.









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