Os CIDs que dão direito à aposentadoria são códigos da Classificação Internacional de Doenças que identificam enfermidades graves ou incapacitantes, reconhecidas pelo INSS como impeditivas para o exercício da atividade profissional. Essas doenças podem ser físicas ou mentais e, quando comprovadas por laudos médicos, permitem ao trabalhador solicitar a aposentadoria por invalidez ou outro benefício previdenciário. Cada CID está associado a um diagnóstico específico, que serve como base técnica para a análise do direito ao benefício.
Resumo rápido para o Google: Diversos CIDs, como câncer (C00-C97), HIV (B20-B24), esquizofrenia (F20) e doenças cardíacas graves (I20-I25), podem dar direito à aposentadoria, desde que comprovada a incapacidade para o trabalho com laudos médicos e perícia do INSS.
O que é o CID e por que ele é importante na aposentadoria
O CID – Classificação Internacional de Doenças é um sistema criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para padronizar o registro de doenças em todo o mundo. No Brasil, o INSS utiliza o CID como referência na análise de pedidos de afastamento ou aposentadoria por incapacidade. Ele funciona como um “código universal” que identifica de forma precisa a doença apresentada pelo segurado.
No contexto previdenciário, o CID ajuda a fundamentar o laudo médico, tornando o diagnóstico mais claro e objetivo para o perito. Entretanto, o código por si só não garante automaticamente o benefício — é preciso comprovar que a enfermidade realmente impossibilita o exercício da atividade profissional.
Diferença entre afastamento e aposentadoria por invalidez
Muitos trabalhadores confundem o auxílio-doença (atualmente chamado de benefício por incapacidade temporária) com a aposentadoria por incapacidade permanente. O primeiro é concedido quando o segurado está temporariamente inapto para o trabalho, e o segundo quando a incapacidade é definitiva, sem possibilidade de reabilitação.
O CID é usado em ambos os casos, mas, para a aposentadoria, é necessário que a doença seja irreversível ou crônica, comprometendo permanentemente a capacidade laboral.
Lista de CIDs que frequentemente dão direito à aposentadoria
Embora o INSS não tenha uma lista pública e oficial com todos os CIDs que levam automaticamente à aposentadoria, há doenças que, pela gravidade, costumam ser aceitas mais facilmente quando comprovada a incapacidade. Veja alguns exemplos:
1. Neoplasias malignas (C00 a C97)
- Exemplos: câncer de mama, pulmão, fígado, cérebro.
- Justificativa: doenças oncológicas graves podem gerar incapacidade total e permanente, especialmente em estágios avançados ou com metástases.
2. HIV/AIDS (B20 a B24)
- Apesar dos avanços no tratamento, casos graves ou com complicações oportunistas podem inviabilizar a vida laboral.
3. Doenças cardíacas graves (I20 a I25 / I50 / I42)
- Incluem insuficiência cardíaca congestiva, cardiomiopatia dilatada e angina instável.
- Essas condições podem limitar esforços físicos e colocar a vida em risco.
4. Doenças neurológicas degenerativas (G10 a G13 / G35)
- Exemplos: esclerose lateral amiotrófica (ELA), esclerose múltipla, doença de Huntington.
- Geralmente evoluem para incapacidade total e irreversível.
5. Transtornos psiquiátricos graves (F20 a F33)
- Esquizofrenia, transtorno bipolar grave e depressão profunda resistente a tratamento.
- Podem prejudicar severamente a capacidade cognitiva e social do trabalhador.
6. Doenças renais crônicas avançadas (N18 / N19)
- Insuficiência renal crônica em estágio terminal exige hemodiálise contínua e limita a vida laboral.
7. Doenças pulmonares graves (J44 / J96)
- DPOC em estágio avançado e insuficiência respiratória crônica, que afetam a resistência física.
Como comprovar a incapacidade para o INSS
- Apesar dos avanços no tratamento, casos graves ou com complicações oportunistas podem inviabilizar a vida laboral.
3. Doenças cardíacas graves (I20 a I25 / I50 / I42)
- Incluem insuficiência cardíaca congestiva, cardiomiopatia dilatada e angina instável.
- Essas condições podem limitar esforços físicos e colocar a vida em risco.
4. Doenças neurológicas degenerativas (G10 a G13 / G35)
- Exemplos: esclerose lateral amiotrófica (ELA), esclerose múltipla, doença de Huntington.
- Geralmente evoluem para incapacidade total e irreversível.
5. Transtornos psiquiátricos graves (F20 a F33)
- Esquizofrenia, transtorno bipolar grave e depressão profunda resistente a tratamento.
- Podem prejudicar severamente a capacidade cognitiva e social do trabalhador.
6. Doenças renais crônicas avançadas (N18 / N19)
- Insuficiência renal crônica em estágio terminal exige hemodiálise contínua e limita a vida laboral.
7. Doenças pulmonares graves (J44 / J96)
- DPOC em estágio avançado e insuficiência respiratória crônica, que afetam a resistência física.
Como comprovar a incapacidade para o INSS
- Exemplos: esclerose lateral amiotrófica (ELA), esclerose múltipla, doença de Huntington.
- Geralmente evoluem para incapacidade total e irreversível.
5. Transtornos psiquiátricos graves (F20 a F33)
- Esquizofrenia, transtorno bipolar grave e depressão profunda resistente a tratamento.
- Podem prejudicar severamente a capacidade cognitiva e social do trabalhador.
6. Doenças renais crônicas avançadas (N18 / N19)
- Insuficiência renal crônica em estágio terminal exige hemodiálise contínua e limita a vida laboral.
7. Doenças pulmonares graves (J44 / J96)
- DPOC em estágio avançado e insuficiência respiratória crônica, que afetam a resistência física.
Como comprovar a incapacidade para o INSS
- Insuficiência renal crônica em estágio terminal exige hemodiálise contínua e limita a vida laboral.
7. Doenças pulmonares graves (J44 / J96)
- DPOC em estágio avançado e insuficiência respiratória crônica, que afetam a resistência física.
Como comprovar a incapacidade para o INSS
Para conseguir a aposentadoria por invalidez, não basta apenas apresentar o CID. É necessário seguir alguns passos:
- Laudos médicos completos
- Devem conter diagnóstico (CID), evolução da doença, tratamentos realizados e prognóstico.
- Exames complementares
- Tomografias, ressonâncias, exames laboratoriais e outros que comprovem a gravidade.
- Histórico ocupacional
- Demonstrar como a doença impede o exercício da profissão.
- Perícia médica do INSS
- O perito avaliará os documentos e poderá solicitar exames adicionais.
Benefícios para doenças graves segundo a Lei
A Lei 8.213/91 prevê que portadores de doenças graves listadas no artigo 151 têm direito ao benefício sem a exigência de carência (tempo mínimo de contribuição). Algumas delas incluem:
- Cegueira
- Cardiopatia grave
- Esclerose múltipla
- Doença de Parkinson
- Hepatopatia grave
- Neoplasia maligna
- Tuberculose ativa
- Hanseníase
Mesmo nesses casos, é fundamental comprovar a incapacidade para o trabalho.
Erros comuns que levam à negativa do benefício
- Achar que o CID por si só basta – o INSS exige comprovação funcional da incapacidade.
- Laudos incompletos ou genéricos – é preciso detalhar a evolução da doença.
- Falta de acompanhamento médico contínuo – interrupções podem ser interpretadas como melhora do quadro.
A importância do advogado previdenciário
Embora não seja obrigatório, o acompanhamento por um advogado especializado pode aumentar as chances de aprovação. Ele conhece os trâmites, a documentação necessária e como recorrer em caso de indeferimento.
Considerações finais
Os CIDs que dão direito à aposentadoria representam diagnósticos graves que, comprovadamente, impedem o trabalhador de exercer sua atividade profissional. A aposentadoria por invalidez não é concedida apenas pelo nome da doença, mas sim pela soma de diagnóstico, laudos detalhados e comprovação da incapacidade permanente.
Entender quais doenças costumam ser aceitas e preparar a documentação adequada é o caminho mais seguro para garantir o benefício.










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