Faz-se necessário ou faz necessário?

Faz-se necessário ou faz necessário?
Faz-se necessário ou faz necessário?

“Faz-se necessário ou faz necessário?”: Entenda de uma vez por todas como utilizar corretamente

Desvendando o uso correto das expressões na língua portuguesa

Faz-se necessário ou faz necessário? é uma dúvida comum entre brasileiros na hora de escrever textos formais, acadêmicos ou até no dia a dia. A expressão correta, a depender do contexto, pode alterar o sentido da frase e afetar a clareza e a formalidade do texto. Neste artigo, você vai entender em detalhes como e quando utilizar cada forma, com dicas práticas para nunca mais errar.

Resumo: Muitas pessoas ficam em dúvida ao escrever “faz-se necessário” ou “faz necessário”. Saber a diferença entre essas expressões é importante para transmitir uma mensagem clara, formal e correta. Neste artigo, você irá aprender o significado de cada termo, sua aplicação gramatical e conhecer exemplos que esclarecem o uso correto em diferentes situações. Assim, você poderá escrever com mais segurança e evitar erros comuns em textos profissionais, acadêmicos ou até mesmo comunicações cotidianas.

Por que a dúvida existe?

A língua portuguesa é cheia de particularidades e nuances. Uma delas, que confunde até mesmo quem domina o idioma, é o uso correto entre “faz-se necessário” e “faz necessário”. Essa incerteza ocorre pois as duas expressões podem parecer, em um primeiro olhar, equivalentes. No entanto, a gramática tradicional explica que há uma diferença entre as duas, principalmente no que diz respeito ao uso da voz passiva e da formalidade das construções frasais. O domínio correto dessas expressões é essencial para quem deseja elevar a qualidade dos seus textos, impressionar em ambientes formais ou acadêmicos e evitar deslizes que podem ser percebidos como falta de conhecimento da norma culta.

Faz-se necessário: Significado e uso

A expressão “faz-se necessário” é a forma considerada gramaticalmente correta em contextos mais formais da língua portuguesa, principalmente na norma culta escrita. Ela utiliza a forma pronominal apassivada, ou seja, emprega o pronome “se” para indicar que algo está sendo considerado necessário por alguém de forma impessoal.

Quando dizemos “faz-se necessário”, estamos dando ênfase à necessidade de algo, sem direcionar a ação para um sujeito específico. Por exemplo:

“Faz-se necessário apresentar todos os documentos no ato da inscrição.”

Nessa frase, a obrigatoriedade ou a necessidade é destacada para qualquer pessoa que esteja envolvida, sem apontar um agente. É uma construção impessoal muito utilizada na legislação, em comunicados oficiais, documentos técnicos e textos acadêmicos, conferindo ao texto uma maior clareza, formalidade e objetividade.

Faz necessário: Significado e uso

Já a expressão “faz necessário” aparece, em muitos casos, como uma simplificação da forma original. Sem o “se”, a frase tende a ficar mais coloquial e menos formal. No entanto, é importante frisar que essa forma, sem o pronome apassivador, pode acarretar erros de concordância e causar ambiguidades.

Veja um exemplo em que “faz necessário” não é recomendada:

“A situação faz necessário o adiamento do evento.”

Nessa construção, o correto seria utilizar o verbo “tornar” em vez do verbo “fazer”, como em:

“A situação torna necessário o adiamento do evento.”

No português padrão, a forma “faz necessário” só está correta quando existe um sujeito que realiza a ação de fazer algo necessário, o que é raro e pouco usual. Por isso, em textos que prezam pela norma culta, o uso do verbo “tornar” ou a expressão “faz-se necessário” são sempre as melhores escolhas.

Questões de gramática: voz ativa, passiva e o sujeito oculto

Um dos pontos essenciais para entender a diferença entre “faz-se necessário” e “faz necessário” é analisar a estrutura gramatical da frase. “Faz-se necessário” está estruturada na voz passiva sintética, em que o pronome “se” transforma o verbo “fazer” em um verbo impessoal, ou seja, a frase não especifica quem faz, e o foco recai sobre a ação.

Já na forma “faz necessário”, temos potencial para formar uma estrutura ativa, onde há a necessidade de identificar com precisão quem realiza a ação, para evitar frases desconexas ou com concordância inadequada. Em resumo, a falta do pronome “se” pode deixar a estrutura incompleta ou gerar frases incorretas aos olhos da gramática normativa.

A formalidade das expressões: quando usar cada uma?

Para quem redige emails profissionais, relatórios, projetos acadêmicos ou documentos oficiais, vale sempre preferir a forma “faz-se necessário”. Ela demonstra domínio da norma culta, amplia a formalidade e evita ambiguidades. O uso em situações oficiais é tão frequente que a expressão virou um clássico da linguagem administrativa. Em contrapartida, “faz necessário” deve ser evitada, exceto em estruturas muito específicas em que exista um sujeito explícito apto a fazer algo necessário, o que raramente é o caso.

Exemplos práticos para fixar:

  • Correto: “Faz-se necessário o uso de EPI na fábrica.”
  • Errado: “Faz necessário o uso de EPI na fábrica.”
  • Correto com outro verbo: “O novo protocolo torna necessário o uso de máscara.”

Dicas práticas para nunca mais errar

Agora que você já entendeu o motivo da dúvida e as principais diferenças entre as expressões, confira dicas simples para acertar sempre:

  • Lembre-se: nos textos que exigem formalidade, utilize “faz-se necessário”.
  • Evite utilizar “faz necessário” de forma isolada, principalmente sem um sujeito claro e explícito.
  • No lugar de “faz necessário”, prefira verbos como “tornar” ou “ser”, como em “é necessário” ou “torna-se necessário”.
  • Em redações oficiais, acadêmicas, ou jurídicas, “faz-se necessário” comunica com mais precisão e conformidade à norma culta.
  • Em dúvidas, reescreva a frase para conferir se o emprego da estrutura faz sentido e está gramaticalmente correta.

Contextos em que a expressão é fundamental

O uso adequado dessas expressões não é apenas questão de estilo, mas também de clareza comunicativa e respeito à norma padrão. Profissionais de áreas como Direito, Administração, Educação e Comunicação têm o domínio dessa escolha como um diferencial competitivo. Em laudos, pareceres, atas, notificações e publicações, a forma correta torna o texto mais claro, objetivo e respeitável.

Exemplo em um memorando:

“Faz-se necessário, diante do exposto, adotar medidas preventivas imediatamente.”

Perceba que a frase é objetiva, clara e impessoal – reforçando a importância de adotar ações, sem atribuir a responsabilidade a uma pessoa ou departamento específico.

O papel do pronome “se”

Vale destacar o papel fundamental do pronome “se” nessa estrutura. O “se” transforma a frase em uma voz passiva impessoal, retirando o foco do agente e ampliando o campo de abrangência da necessidade expressa. Assim, a frase torna-se universal, aplicada a todos ou a uma coletividade, o que é extremamente útil quando se deseja reforçar a obrigatoriedade ou recomendação sem personalizar ou direcionar a responsabilidade.

Erros comuns que você deve evitar

Muitos deslizes em textos importantes ocorrem justamente por não utilizar corretamente as formas discutidas. Vejamos exemplos:

  • “Diante da situação, faz necessário tomar providências.” (INCORRETO)
  • “Diante da situação, faz-se necessário tomar providências.” (CORRETO)
  • “O novo contexto faz necessário ajustes.” (INCORRETO)
  • “O novo contexto torna necessários ajustes.” (CORRETO)

Percebeu a diferença? A forma correta, além de respeitar a gramática, facilita a compreensão imediata por parte do leitor, evitando ruídos de comunicação.

Por que dominar essas expressões faz diferença?

Em um mundo digital e altamente conectado, o domínio da norma padrão é um diferencial visível em currículos, e-mails, relatórios e demais tipos de comunicação. O uso correto de “faz-se necessário”, além de transmitir profissionalismo, pode evitar desentendimentos e transmitir mais confiança à sua audiência.

Cometer erros comuns compromete a credibilidade do texto, podendo até prejudicar processos seletivos, empreitadas acadêmicas ou oportunidades profissionais. Demonstrar conhecimento aprofundado de regras gramaticais, mesmo em detalhes como este, é uma marca de excelência na comunicação.

Conclusão: Escolha a forma correta com confiança

O dilema “faz-se necessário ou faz necessário?” tem uma resposta clara e fundamentada na gramática normativa da língua portuguesa: a forma correta para transmitir formalidade, objetividade e clareza em textos é, quase sempre, “faz-se necessário”. O uso do pronome “se” é o que transforma o verbo em impessoal e universal, ajustando a frase ao padrão exigido em comunicações mais formais. A forma “faz necessário” tende a ser vista como incorreta e pode comprometer o entendimento da mensagem.

Ao compreender e aplicar as regras discutidas aqui, você não só evita erros comuns, como também assegura uma comunicação mais eficiente, profissional e respeitável. Portanto, sempre que surgir a dúvida, lembre-se deste artigo: escolha a forma mais adequada ao seu contexto e escreva com segurança!